quarta-feira, 21 de agosto de 2019

CAPÍTULO 1.5

E segue o diálogo...



“- Por isso que estou preso aqui!?”


Richardee começa a entender...


- Por outro lado, o ódio aos heróis, além do sentimento de que eles são chamados de ‘mal necessário’, serviu para dificultar em muito a vida deles. Como o selo é poderoso, eles acatam todas as ordens. E é a parte mais rica da população que os tem sob controle.

Richardee lembra que recebeu uma marca no pescoço.


- Sim, o seu selo fica aí.


Uma sensação de desgosto o invade ao saber disso.


- Essa é a situação. Elisia se tornou uma nação defensiva. Seus heróis são usados como meros escravos para satisfazer as vontades dos seus senhores ricos e, na hora da aflição, são enviados para morrerem em lugar dels e do povo.


- Mas... se forem tão judiados assim, como lutarão? – Perguntou Richardee.


- Bem, eles possuem uma espécie de elite, os Heróis Escravos ou algo do tipo. Quando 

Elisia é invadida, eles são acionados e, somente se eles não dão conta, os demais escravos entram em ação. Diferentemente dos demais escravos, o Heróis Escravos, são preservados, pois são a primeira linha de defesa. Eles recebem dois selos, para garantir que não tentem fugir, visto que são os mais fortes entre os heróis convocados.


- Ora, como assim fugir? Alguém conseguiu fugir alguma vez?


Klevin para de olhar para a janela e se vira para a direção de Richardee, olhando diretamente. Richardee então vê dois selos em seu pescoço.


- Eu consegui. Fui o único que conseguiu. Desde então, eles avaliam o herói que tem que receber dois selos. Os que recebem, vão para a elite. Quem recebe um selo apenas, vira um escravo comum. Esse é o seu caso.


Richardee esfrega o pescoço, como se quisesse tirar seu selo, como quem se esfrega tomando banho.


- Assim que perceberem que se recuperou, o seu senhor o levará embora. Já era. Antes que isso aconteça, você precisa fugir daqui. Logo depois, irá para Werebeast.


- Como é que vou sair daqui, detonado desse jeito?


- Acredito que, em mais uns três ou quatro dias, você ficará bem. Eu te ensinarei como fugir, como agir lá fora e como lidar com o selo que recebeu no pescoço.

Klevin leva as mãos para trás e pega, escondida embaixo do feno, uma espada.  


- Veja isso.


Ele faz um ataque, acertando o ar, que faz com que todo o feno da cela comece a voar, como se estivesse em um redemoinho. Richardee olha aquilo assustado, mas seu olho que não está inchado percebe cada etapa dos movimentos que Klevin faz.


- Que barulho é esse?


O som de um guarda se aproximando faz com que Klevin guarde a espada. Imediatamente, todo o feno e a poeira que estavam pelo ar descem rapidamente.

- Shh...


O guarda aparece, aponta um candeeiro para a cela e vê dois caras caídos, um em cada canto, o feno no chão. Tudo calmo e quieto.


Como se nada tivesse acontecido.

Depois que o guarda vira as costas e foge, Richardee, impressionado, pergunta o que foi isso.


- Isso é parte das técnicas que te ensinarei. Com isso, você poderá sobreviver lá fora, depois que fugir daqui. Eu lhe mostrarei, você aprende, ok?


- E por que voc-  - Richardee é interrompido novamente.


- Eu tenho dois selos, lembra?


Klevin deve ter percebido. Richardee não é forte de aparência, mas tem habilidades. E uma delas é Copy.


- Eu sei que você tem a lendária Copy, a habilidade que faz com que o usuário aprenda ataques só de ver, conseguindo reproduzir os mesmos ‘na mesma força, no momento que os vê’. Por isso, poderá sair daqui. Eu te ensinarei as minhas técnicas.

Richardee acena com a cabeça, positivamente.


- Eu tenho apenas duas condições para você. E preciso que me faça um pequeno favor, depois que sair.


‘’ Eu sabia’’ pensou Richardee. ‘’Estava bom demais pra ser-‘’


- Primeiro: Estou te entregando essa espada. Quando o seu trabalho for concluído, você voltará para esta cela e me devolverá! Estarei te esperando.


- Sério mesmo que você não quer vir comigo? Talvez...


Klevin continua, o interrompendo.


- Segundo quero que você encontre uma pessoa, logo após deixar essa cidade. Você deve levá-la consigo. Vai protegê-la, custe o que custar. Essa pessoa também te ajudará.  Te direi onde ela está, vá até ela em meu nome.


Richardee concorda.


- Devo te dizer que, o herói invocado, independente da nação que o invoca, pode escolher qual reino defender. Por isso também que o povo daqui escraviza os invocados, para que, ao descobrirem o destino que os aguarda, resolvam seguir para o reino inimigo. Eu não sei o que você vai decidir. Independente disso, vá até aquela pessoa. Depois que a buscar. Decida o que fazer. Essa pessoa o seguirá onde for.


- Eu entendo.


Klevin sorri com a resposta.


- Durma agora. Te mostrarei os ataques. Precisa aprender todos. Eu tentarei mostrá-los com a maior potência possível aqui dentro. Esteja preparado para quando a hora chegar.


Klevin sai de perto da luz. Richardee permanece sentado, tentando entender o que ouviu.

Ele tem o selo e quase morreu ao receber a descarga, quando ainda tentava lutar contra os guardas. Quem garante que ele sobreviveria a uma nova descarga?


Pensou se mais alguém que ele conhece veio parar nesse mundo com ele. Klevin disse que todos os convocados, nem todos vão para os mesmos lugares. Isso deve significar que, quando uma nação chama os seus heróis, as demais notam e, rapidamente, também chamam os seus.


Fora a questão de porque ele foi justamente parar nesse reino.


Enquanto pensava nessas coisas, ele, as lágrimas começam a descer dos olhos, por raiva da situação em que se encontrava e lembrando de tudo o que lhe aconteceu nos últimos dias, quando chegou a Elisia.


- Aqueles desgraç-. 


- Vai dormir logo, Richardee, porr... rooonnc...





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